Greve é fraca na Espalanada mas surpreende nos Estados

O comando de greve dos servidores públicos festejou hoje o resultado do primeiro dia do movimento convocado contra a reforma da Previdência. Na avaliação dos sindicalistas, a adesão foi parcial, porém mais forte do que o esperado. Apesar de fraca na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, a paralisação foi ampla nos Estados e atingiu a Previdência Social, a Fundação Nacional de Saúde, as universidades e as escolas técnicas, além de órgãos com menos tradição, como a Receita Federal, o Banco Central e até a Polícia Federal. "Das últimas greves, é a maior que temos no primeiro dia", afirmou o coordenador do Sindicato dos Servidores das Escolas Técnicas, Manuel Porto Júnior. De acordo com a avaliação do comando de greve, constituído hoje por 11 entidades representativas do funcionalismo, cerca de 45% dos 600 mil servidores civis em atividade aderiram ao movimento. "Em alguns casos, ultrapassou nossas expectativas, e a tendência, daqui para frente, é de crescimento, inclusive com adesão de servidores estaduais", disse o vice-presidente do Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes), José Domingues. Segundo ele, o pico do movimento deve ocorrer em agosto, antes da votação da reforma previdenciária no plenária da Câmara. Na Previdência, segundo o comando de greve, 70% dos funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já estão em greve, enquanto nas universidades o movimento foi deflagrado em cerca de 30 unidades do País, tanto por parte dos professores, quanto dos funcionários técnico-administrativos. Em metade desses locais a paralisação está coincidindo com as férias de inverno. Nesse caso, os docentes ameaçam reter os conceitos do primeiro semestre.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.