Greve dos servidores federais tem poucas adesões

O primeiro dia da greve geral prometida pelos sindicatos dos servidores públicos federais foi de poucas adesões ao movimento de paralisação que já atingia outras categorias. Os funcionários administrativos da Advocacia Geral de União (AGU), que estão parados desde março, fizeram uma manifestação isolada na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Das categorias contempladas pelo reajuste de 9,5% a 32% proposto pelo governo, apenas os servidores do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e de alguns setores do quadro geral (os chamados sem carreira) estão paralisados. No final da tarde, o Ministério do Planejamento divulgará um quadro da greve. As universidades e escolas federais, por exemplo, que concentram 105 mil professores e 145 mil servidores técnico-administrativos, estão funcionando normalmente. A Federação dos Servidores das Universidades Brasileiras (Fasubra) chegou a indicar na última sexta-feira, diante da oficialização de uma proposta diferenciada de reajuste feita pelo governo, que a categoria se mantivesse apenas em "indicativo de greve". O Sindicato Nacional dos Docentes (Andes) manteve a orientação de greve de 48 horas até amanhã, mas o presidente da entidade, Luiz Carlos Lucas, admite que a adesão é muito parcial. "A paralisação do dia 20 vai se mais forte", promete Lucas, referindo-se à paralisação marcada pela categoria, na véspera do prazo estipulado pelo governo para a aceitação de sua proposta.

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