Greve dos servidores de universidades continua

O Ministério da Educação não conseguiu convencer os funcionários de apoio das universidades federais a voltar ao trabalho.Em reunião na noite desta segunda-feira, o governo propôs a incorporação de 50% da Gratificação de Atividade Executiva (GAE) ao salário, mas a proposta foi considerada insuficiente pelas lideranças da greve, que se arrasta desde 25 de julho.?É o limite do limite a que o governo pode chegar?, disse o ministro Paulo Renato Souza. Ao sair do encontro, Paulo Renato e os assessores demonstravam confiança no fim do movimento.?A incorporação da GAE representará um custo de R$ 350 milhões aos cofres públicos. Era o que eles tinham solicitado na quinta-feira?, afirmou o ministro.?Não tem acordo, a incorporação deve ser de 100%?, dissera minutos antes Fernando Maranhão, do Sindicato Nacional dos Servidores das Universidades Federais (Fasubra).Paulo Renato demonstrou surpresa ao ser informado sobre o tom das declarações dos grevistas, que rejeitaram a proposta de volta ao trabalho.?Se é verdade que lá fora eles disseram isso, há uma estratégia política de manter as universidades fechadas?, afirmou o ministro.As lideranças da Fasubra asseguraram que vão participar da reunião marcada para esta terça-feira, às 9 horas, no ministério, mas não pretendem fechar acordo se o percentual de incorporação da GAE for mantido.A incorporação total da gratificação representaria, segundo cálculos do governo, R$ 700 milhões.O ministro da Educação voltou a afirmar que só pagará o mês de setembro se os grevistas voltarem às atividades e apresentarem um plano de reposição de trabalho. Paulo Renato disse que a ameaça de cancelamento do segundo semestre e dos vestibulares é ?inadmissível?.

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