Greve do servidor da Previdência atinge 16 Estados e DF

O primeiro dia de greve dos funcionários da Previdência Social em todo o País foi considerado um sucesso pelos organizadores do movimento. De acordo com o balanço do comando de greve, a paralisação atingiu 16 Estados e o Distrito Federal, com uma adesão média de 70%.A assessoria do Ministério da Previdência Social informou que o ministro Roberto Brant reconhece a reivindicação dos servidores em greve, principalmente, quanto à criação de um plano de carreira e a preocupação sobre a redução salarial, se a gratificação for incorporada ao salário.A assessoria informou também que Brant está em constante conversa com a equipe econômica para tentar conceder o reajuste aos servidores do INSS, mas acha difícil a concessão dos 75,48% pedidos pelos servidores. De acordo com a assessoria, é preciso ver se essa proposta se enquadra nas metas orçamentárias estabelecidas pelo governo junto com o FMI e se não existe o risco de uma volta da inflação.Em Estados como o Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia além do Distrito Federal, a paralisação atingiu 100%. Em São Paulo e Minas Gerais, que, junto com o Rio de Janeiro, abrangem a maior parte dos servidores, a paralisação atingiu mais de 70% da categoria.Os servidores da Previdência são o primeiro setor do funcionalismo a entrar em greve pelo reajuste de 75,48%. Além disso, eles reivindicam a adoção de um plano de carreira, a extensão do pagamento de uma gratificação de 47% a toda a categoria e a realização de concurso público. As demais categorias do funcionalismo público entram de greve no dia 22.A conversa dos líderes da oposição com o ministro do Planejamento, Martus Tavares, na noite de terça-feira não avançou nas negociações. "Nós marcamos uma nova conversa para a semana que vem e o ministro prometeu que iria fazer um levantamento dos dados para comparar a situação da categoria e as possibilidade do governo", declarou o líder do PT na Câmara dos Deputados, Walter Pinheiro (PT-BA).De acordo com Pinheiro, o ministro reconheceu a necessidade do reajuste dos funcionários públicos federais, mas disse que não sabe de quanto será esse índice. "Ele garantiu-me, no entanto, que esse percentual de 5% que vem sendo divulgado não partiu do Ministério do Planejamento."De acordo com a diretora de Finanças do Sindicato dos Previdenciários (Sindprev) do Rio de Janeiro, Janira da Rocha, essa é a greve mais bem-sucedida da categoria nos últimos anos. Ela conta que o sindicato pensa em radicalizar o movimento, com o bloqueio de vias públicas, como a Avenida Brasil, por exemplo. "Vamos tentar fazer uma ´argentinização´ da nossa greve", compara.

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