Greve de servidores federais não envolve diplomatas, diz Itamaraty

Oficiais de chancelaria e outros funcionários de missões brasileiras, porém, aderiram às paralisações

Agência Brasil

24 de agosto de 2012 | 09h16

BRASÍLIA - O Ministério das Relações Exteriores negou na quinta-feira, 23, em nota, que diplomatas tenham aderido à greve que atinge vários setores da pasta. O Itamaraty diz ainda que todos os consulados do Brasil no exterior funcionam normalmente.

 

Desde o dia 22, oficiais de chancelaria, assistentes e funcionários de diversos departamentos aderiram à paralisação. Pelos dados do Itamaraty, servem no exterior 428 oficiais de chancelaria e 312 assistentes.

 

O Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores (Sinditamaraty) e o ministério divergem quanto ao número de consulados que estão com as atividades paralisadas - parcial ou totalmente. Para o Sinditamaraty, são 38 em todos os continentes. O Itamaraty informa um total de 26.

 

De acordo com o sindicato, alguns dos serviços prestados por consulados do Brasil no exterior podem ficar prejudicados, como a emissão de vistos e passaportes e a liberação de documentos, além da legalização de certidões e diplomas para brasileiros interessados em seguir para o exterior.

 

Não há informação sobre o número de funcionários que aderiram à greve. Os servidores reivindicam garantia de pagamento de subsídios para os oficiais e assistentes de chancelaria quando se aposentam. Atualmente, apenas os diplomatas têm esse direito assegurado.

 

De acordo com o sindicato, o salário inicial de um oficial de chancelaria é R$ 6,2 mil e o de um assistente, R$ 3,2 mil. Um diplomata em início de carreira recebe cerca de R$ 9 mil. O Sinditamaraty também reivindica a recomposição das perdas salariais dos últimos 25 anos. 

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