Greve de servidores e Polícia Civil continua em Alagoas

Após seis horas de reunião com o governador do Estado de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), as lideranças dos servidores públicos do Estado saíram com algumas promessas do governo de atender às suas reivindicações. O governo ficou de apresentar por escrito uma proposta para o conjunto dos servidores que contempla a maioria das categorias, mas deixa de fora os professores, que não receberiam os 80% de isonomia.Segundo o presidente da CUT em Alagoas, Isack Jackson, o governo demonstrou interesse de devolver dentro de oito dias o que retirou dos salários da maioria dos servidores e, em cerca de 30 dias, apresentar uma proposta para pagamento da isonomia dos professores.A vice-presidente da CUT em Alagoas, Lenilda Lima, disse que a proposta do governo não contempla o conjunto dos servidores e divide as categorias. Por isso ela acredita que a greve deve continuar. Além disso, os servidores aguardam a proposta por escrito do governo para que possam levá-la à discussão das categorias em uma assembléia geral, que deve ser realiza nesta sexta-feira.Enquanto isso, o prédio da Secretaria da Fazenda, em Maceió, continua ocupado por servidores e integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). A disposição dos servidores é de só desocupar o prédio quando o decreto do governador, suspendendo os reajustes salariais concedidos em 2006, for revogado.Às 11 horas desta sexta-feira, o governador Teotônio Vilela Filho concede entrevista à imprensa e anuncia o resultado das negociações com as lideranças dos servidores. As discussões começaram por volta das 18 horas de quinta-feira e terminaram no início desta madrugada.Os trabalhadores da Educação, da Saúde e os policiais civis continuam em greve. Na noite de quinta-feira, os médicos da rede pública decidiram em assembléia aderir à paralisação das outras categorias. Por enquanto, a Polícia Militar ainda não se aquartelou, mas os oficiais da PM aguardam até segunda-feira uma contra-proposta do governo e na terça-feira decidem pelo aquartelamento ou não.

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