Greve de policiais volta ao impasse em PE

O impasse entre o Governo do Estado e os policiais civis pernambucanos, em greve há 29 dias, poderá levar os grevistas a retornarem à estratégia inicial do movimento, mantendo em funcionamento apenas três delegacias de plantão na região metropolitana, com o IML e o Instituto de Criminalística sem emitir laudos. Desde a quarta-feira da semana passada - com o início do diálogo com o governo - eles ampliaram os serviços com a abertura de 11 delegacias e com os dois órgãos emitindo laudos. Hoje, em reunião com os policiais, o governo manteve a proposta - já rejeitada semana passada - de conceder 10% de aumento salarial, afirmando que não poderia pagar mais do que isso. Os grevistas querem 28% de aumento salarial e reajuste do salário-base para R$ 180,00, o que elevaria o salário inicial de R$ 529,00 para R$ 700,00. Embora sem nova proposta, o governo disse estar disposto a manter o diálogo e pediu um pouco mais de prazo para marcar um novo encontro. O vice-presidente do sindicato da classe (Sinpol), Cláudio Marinho, afirmou que, mesmo condenando a morosidade das negociações, os policiais não deverão, no momento, radicalizar o movimento, suspendendo completamente os serviços essenciais. A greve foi considerada ilegal pela Justiça.

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