Greve da PF pode causar apagão em Brasília dia 18 de abril

A Polícia Federal de Brasília aprovou nesta quinta-feira, em assembléia, paralisação total das atividades na próxima quarta-feira, 18, para cobrar do governo o cumprimento de promessa de recomposição salarial da categoria. Segundo nota divulgada pelo Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal (Sindipol-DF), os agentes farão operação-padrão no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, o que significa que fiscalizarão as bagagens de todos os viajantes, podendo causar uma espécie de apagão aéreo, com atrasos em decolagens de aviões.De acordo com a nota do Sindipol, a paralisação contará com a adesão dos peritos e delegados da Polícia Federal (PF). A nota diz ainda: "A paralisação está programada para acontecer ao mesmo tempo em todo território nacional, contudo, cada sindicato tem a autonomia para deliberar sobre a forma do seu movimento."O Sindipol-DF informa ainda que espera a participação de policiais federais de todos os Estados em uma caminhada que sairá, no dia 18, da sede da PF em direção ao Palácio do Planalto.Os policiais federais afirmam que o governo vem se recusando a reconhecer palavra empenhada por escrito, no ano passado, pelo então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, de promover a recomposição salarial. "Espera-se que o presidente da Republica não diga que ´não sabia de nada´ e evite que sejamos empurrados para um momento ainda pior, em que ninguém ganha, todos perdem, e o maior perdedor é a sociedade", conclui a nota. Minas GeraisPoliciais mineiros já ameaçam cruzar os braços caso o governo estadual não atenda a proposta de reajuste salarial apresentada, de 19,66%. A Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais (Aspra) divulgou o resultado de uma consulta feita pela entidade na internet com profissionais das forças de segurança do Estado. Conforme a Aspra, 93,3% dos participantes (de um total de 1.293) manifestou predisposição de paralisar as atividades caso a reivindicação não seja atendida. "A linha operacional da PM está disposta a parar, conforme relatos dos policiais que estão em serviços e a enquete que colocamos no ar", disse o presidente da associação, subtenente Luiz Gonzaga Ribeiro. Os policiais têm feito manifestações e atos públicos cobrando uma resposta do Executivo estadual. Na quarta, o governador Aécio Neves (PSDB) disse que as conversas com os servidores estão mantidas e "ocorrendo de forma absolutamente serena". "Esse é um governo que não se curva a pressões e todos sabem disso", enfatizou, durante uma solenidade de entrega de 143 viaturas ao Corpo de Bombeiros, nos jardins do Palácio da Liberdade. Em 2004, uma greve das polícias Civil e Militar obrigou Aécio a solicitar a presença de tropas do Exército nas ruas de Belo Horizonte. (Com Eduardo Kattah)

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