Greve da PF atrasa em até 3 horas vôos internacionais na BA

Atraso de até três horas nos vôos internacionais é a conseqüência imediata da greve dos policiais federais no Aeroporto Deputado Luiz Eduardo Magalhães da capital baiana. O posto da PF onde normalmente trabalham cinco agentes está sendo operado por apenas dois que fazem todo o trabalho de checagem dos passaportes no embarque e desembarque dos passageiros dos cinco vôos internacionais diários de aeroporto.Na noite de ontem 250 passageiros de um vôo Salvador/Madrid precisaram de muita paciência para embarcar. Muitos cochilaram em cima das bagagens. Um italiano queixou-se da coincidência de ter enfrentado uma outra greve da categoria quando chegou ao Brasil há três meses e reagiu com um bordão aprendido no País. "Ninguém merece!", brincou. O presidente do sindicato dos policiais federais da Bahia, Carlos Alberto Sobral pediu paciência aos passageiros e admitiu que atrasos num aeroporto provoca um efeito cascata nos outros devido às conexões. Ele classificou de "arcaicas" as idéias do diretor da PF, Paulo Lacerda, e do Ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, que são contrários ao movimento dos agentes. "O ministro da Justiça está mais perdido que cego em tiroteio; ele é um excelente advogado, deveria estar legislando, mas como ministro é uma negação pois está arrasando a segurança do País", criticou.

Agencia Estado,

10 de março de 2004 | 15h22

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