Greve: Baixada Santista tem 97% de adesão

O presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Paraíba (Sindicam), Heraldo Andrade, informou que 97% dos caminhoneiros da Baixada Santista aderiram à greve iniciada hoje. Segundo ele, 4.700 dos 5.000 transportadores das cidades de Santos, São Vicente, Cubatão e Guarujá decidiram paralisar as atividades. "Os estacionamentos de caminhões estão lotados, parece feriado", afirmou Andrade, que apóia o Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), organizador da paralisação nacional. Ele afirmou que a greve deve afetar o movimento do Porto de Santos nos próximos dias.De acordo com Andrade, nos últimos seis anos a categoria está acumulando perdas causadas por aumentos de 274% nas tarifas de pedágio durante o governo Covas. Segundo ele, a aplicação da Medida Provisória que criou o vale-pedágio no ano passado não está sendo fiscalizada no Estado de São Paulo. "O caminhoneiro não está recebendo o vale-pedágio das empresas, que têm reduzido o frete cada vez mais", declarou. O Sindicato dos Operadores do Porto de Santos (Sopesp), que congrega 62 empresas, admitiu que a greve dos caminhoneiros está afetando a movimentação de cargas no maior porto do País, que amanheceu hoje prejudicado também por uma greve de 24 horas dos estivadores. Segundo o Sopesp, somente após 7h de amanhã, com a volta dos estivadores ao trabalho, será possível ter uma avaliação mais correta das consequências da paralisação dos caminhoneiros. Dos 16 navios atracados no porto, 8 estão parados.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.