Grella: Há uma falta de resposta à sensação de impunidade

Novo procurador-geral de Justiça de SP fala ao 'Estado' sobre seu projeto, mudanças e idéias

Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo

26 de março de 2008 | 19h00

Um telefonema do governador José Serra às 23 horas para Fernando Grella Vieira sacramentou sua escolha para o cargo de procurador-geral de Justiça de São Paulo.Candidato da oposição, Grella ficou em primeiro lugar na eleição interna do Ministério Público paulista - cravou 262 votos a mais que o segundo colocado, José Oswaldo Molineiro, da situação, e derrubou uma supremacia de 12 anos do grupo de Luiz Antonio Marrey, secretário de Justiça de Serra e ex-procurador-geral por 3 vezes. A posse será nesta sexta, perante o Colégio de Procuradores de Justiça.   Leia a íntegra da entrevista na edição de quinta-feira de O Estado de S.Paulo.   Em entrevista ao  jornal O Estado de S.Paulo, Grella falou sobre seus projetos e disse que a corrupção chegou a esse grau atual "porque há uma  falta de resposta à sensação de impunidade".     Qual será seu primeiro ato?   Formar a equipe de assessores, já com um novo perfil. Quero pessoas vocacionadas para cada setor, abertas ao diálogo, receptivas internamente e à sociedade, que afinal é o nosso papel.     Qual o seu projeto?   Dotar o Ministério Público de uma gestão profissional, construir um novo modelo. É necessário informatizar toda a instituição e definir políticas de ação mais claras e precisas nas diversas áreas de especialização.   Por que a corrupção chegou a esse grau?   Há uma falta de resposta à sensação de impunidade. A corrupção assusta por causa da grave sensação de impunidade. À medida que conquistarmos um sistema diferente, que permita respostas mais rápidas e mais efetivas sobre casos que ganham proporções e clamor público, essa sensação de impunidade cairá e vai derrubar os níveis de corrupção. Não é um mal exclusivo do Brasil, mas precisamos dar um basta.

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