Gregori diz que Covas era o coração do PSDB

O Ministro da Justiça, José Gregori está no Instituto do Coração (Incor), lamentando a morte do governador de São Paulo, Mário Covas, (PSDB). O ministro disse que Covas fará falta ao País, sobretudo ao próprio PSDB. "O Covas era o coração, o dínamo e o farol do partido. O desfalque é grande, mas que o exemplo dele (governador) sirva para iluminar o PSDB para as decisões futuras", afirmou Gregori. O Ministro da Justiça destacou a "limpidez", que marcou a carreira de Covas. "Nenhum brasileiro lembrará nessa carreira longa, qualquer fato em que Covas tenha insultado as pessoas", afirmou Gregori. Ele destacou que o governador de São Paulo foi uma referência na política nacional. "Covas sempre foi um pregador e um construtor de políticas, sobretudo para o povo mais pobre", disse.Suplicy: "Covas nunca aceitou procedimentos irregulares"O senador Eduardo Suplicy, do PT, também esteve no Incor. Ele destacou a conduta do governador Mário Covas ao longo de toda sua carreira. Suplicy lembrou a participação de Covas enquanto líder do MDB, sua atuação no Senado e ainda a participação de Covas nas CPIs de Collor e do Orçamento. "Ele sempre foi um homem de extrema coragem e que sempre teve um diálogo de franqueza. Nunca aceitou procedimentos irregulares", afirmou Suplicy. O senador destacou ainda que Covas apesar, de às vezes ter idéias divergentes, sabia o momento de concordar com políticos de outras frentes, se o objetivo maior fosse beneficiar o povo. Suplicy, que também é marido da prefeita de São Paulo, confirmou que a Prefeitura da cidade decretou luto de dois dias. No Estado, o luto é de oito dias. Em frente ao Incor há um grupo de pelo menos 150 pessoas esperando a saída do carro que levará o corpo do governador para o Palácio dos Bandeirantes. O trânsito é mais díficil na Avenida Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, onde fica o complexo do Hospital das Clínicas.César Maia: "Não existiria PSDB sem Covas"No Rio de Janeiro, o prefeito César Maia, afirmou que ?Mário Covas foi uma fronteira na política brasileira nos últimos 20 anos". Segundo Maia, "Covas liderou o PMDB na Constituinte, dando ao partido uma tonalidade ética e progressista. Sua posição não era majoritária, mas acabou predominando". O prefeito do Rio lembrou que o desdobramento natural desse processo foi a ruptura do partido e o surgimento do PSDB. "O PSDB foi fruto dessa liderança de Covas na Constituinte e dessa sua luta pela ética. Não existiria PSDB sem Covas. É curioso que o agravamento da doença dele tenha coincidido com a reaproximação do PMDB e do PSDB.", concluiu.

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