Gregori destaca sucessão sem Covas

O ministro da Justiça, José Gregori, chegou esta manhã no Palácio dos Bandeirantes para o velório do governador Mário Covas. Ele destacou que a morte de Covas abre uma lacuna em relação à articulação política para a sucessão presidencial em 2002. "É quase impensável o processo de sucessão sem a influência decisiva que o governador teria. Houve uma sensível alteração desse quadro", disse. Segundo o ministro, a partir de agora deve se confirmar a liderança de Geraldo Alckmin no PSDB no âmbito estadual, por sua lealdade e identidade com Covas. "É o novo nome forte do Estado. Herdeiro de um legado." Gregori ressaltou que a perda do governador é um desfalque enorme para o partido e para o País. "Foi um exemplo de homem público, que fidelizou a democracia, trabalhando sempre em prol da coletividade, principalmente pelos mais pobres. Foi polêmico, mas sempre na defensiva". Destacou ainda a unanimidade dos partidos e de toda a sociedade sobre a gravidade da perda de um político como Covas.Segurança pública ? A respeito de como fica a questão da segurança pública no Estado no governo Alckmim, o ministro disse que espera a continuidade do trabalho conjunto que já vinha sendo feito. De acordo com Gregori, a situação é bastante grave nos sistemas penitenciários e as causas são muitas, mas nunca se desenvolveu tantos esforços par melhorar a segurança.Sobre às reclamações de falta de verba para os presídios feitas pelo governador Covas, o ministro disse que isto fazia parte do estilo dele. "O que houve foi um atraso, mas a verba saiu", disse. Ele contou que na semana passada foram liberados R$ 31 milhões para a construção de novos presídios no Estado."Há uma conjunção de esforços para a solução desta questão e nada deve mudar nesse sentido com a entrada do Alckmin", observou. Ele ainda lembrou que as melhorias na segurança pública estão ocorrendo graças à união das polícias estaduais e também do apoio do governo federal, que, pela Constituição, não tem responsabilidade sobre esse setor, mas está disposto a ajudar os Estados no que for possível.

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