Gregori debate rebelião com governo de SP

O ministro da Justiça, José Gregori, disse hoje que irá a São Paulo para se reunir com o secretário de Assuntos Penitenciários do Estado, com o objetivo de avaliar as causas da rebelião ocorrida nos presídios de São Paulo, no último domingo. Gregori disse que em função deste grande movimento, "talvez a maior rebelião do mundo", é possível que ainda existam rescaldos e novos focos de rebelião durante o carnaval. Segundo ele, o governo de São Paulo "mostrou ter condições de agir com eficiência e sem abusos". Gregori deve destinar ao governo do Estado R$ 31 milhões para a construção de nove mini-presídios para presos de baixa periculosidade. O ministro considerou uma "elucubração altamente imaginosa" as denúncias feitas por parlamentares da oposição de que os recursos do fundo penitenciário não estariam sendo destinados à manutenção dos presídios, mas sim guardados para o cumprimento das metas fiscais. Segundo o ministro, o que está ocorrendo é que os Ministérios da Justiça e da Fazenda estão discutindo os valores exatos do fundo, que são obtidos com "somas complexas" que dependem de ajustes técnicos para apuração dos saldos. Gregori esteve hoje com o presidente do Senado, Jader Barbalho, e entregou a ele um relatório da execução do Programa Nacional de Segurança. O ministro disse que Barbalho sugeriu a formação de um mutirão de emergência para verificar em todos os presídios a situação penal dos presos, libertando aqueles que já acertaram as contas com a Justiça. O ministro mostrou-se favorável à proposta e defendeu agilizar a tramitação das propostas de lei que fazem parte do Plano Nacional de Segurança. "A questão da violência no Brasil não depende de uma só pessoa, uma instituição ou um Estado. É preciso um mutirão nacional que esteja acima dos partidos e das instituições para resolver o problema", afirmou Gregori.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.