Gregori comemora "maior queima de drogas do mundo"

A queima de 140 toneladas de entorpecentes, anunciada como a maior já realizada em todo o mundo pelo ministro da Justiça, José Gregori, marcou o Dia Nacional de Combate às Drogas. O ato ocorreu na usina de Cubatão da Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa), e a previsão era de que toda a droga iria virar cinzas em 15 horas, razão que levou a Polícia Federal a optar pelo alto-forno da siderúrgica.A droga queimada é procedente do Mato Grosso do Sul e chegou à Baixada Santista em sete carretas. A partir de São Paulo, o comboio foi reforçado por outro caminhão. Para garantir a chegada em segurança ao destino, a Polícia Federal mobilizou 300 homens, 40 veículos e dois helicópteros. A carga deixou Campo Grande, numa viagem de 24 horas que só foi interrompida para descanso. Todos os veículos pernoitaram no 37º Batalhão de Infantaria Motorizada do Exército, em Lins.Lembrando que há exatamente um ano a queima foi de 40 toneladas de droga, o ministro da Justiça, José Gregori, atribuiu o aumento do volume à "eficiência e capacidade de ação da Polícia Federal". Segundo ele, "não houve nesse período o aumento de três vezes na oferta de drogas, não crescendo, portanto, na mesma proporção do que a apreensão". Ressaltou o ministro que "a droga que está sendo queimada não atinge sua perversa finalidade de ser um instrumento de degradação da juventude e que favorece o crime". O diretor Geral da Polícia Federal, Agílio Monteiro Filho, revelou que a operação de transporte das 140 toneladas de entorpecentes de Campo Grande a Cubatão custou ao órgão R$ 100 mil. Ele justificou a longa viagem: "Não há no Mato Grosso do Sul um forno com capacidade para incinerar esse volume de drogas, e a única alternativa existente iria demandar um prazo de 20 a 30 dias para queimar todo o produto".

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