Greenhalgh diz que mídia ´tomou partido´ nas eleições

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), disse nesta quarta-feira que a mídia "tomou partido" nas eleições deste ano. Sem citar nomes, ele disse que os meios de comunicação privilegiaram certos candidatos. O deputado participa do seminário "A mídia nas eleições de 2006", promovido pela Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara. Greenhalgh disse que não há argumentos e justificativas para explicar a posição dos meios de comunicação. "Mas quando se fala nisso, a mídia se une para dizer que estamos querendo impor censura", afirmou o deputado, que lembrou da sua experiência como advogado de jornais e jornalistas, na época da ditadura, quando censores visitavam as redações. Lembrou também de jornais como O Estado de São Paulo e a Folha de S. Paulo que publicavam tarjas negras, textos de Os Lusíadas e receitas culinárias, nos espaços das matérias censuradas. "Somos defensores da liberdade de imprensa, mas pelo amor de Deus, é só acompanhar a mídia nas eleições de 2006 para ver que a mídia tomou partido", afirmou. Ele disse que é importante defender a liberdade de informação e a liberdade de imprensa. "Mas temos que ter a possibilidade de as pessoas se defenderem, terem retratação. Senão nós não vamos consolidar o processo democrático", disse. Ele afirmou que a Câmara deve debater projetos essenciais para a democracia brasileira. Greenhalgh lamentou a ausência de autoridades no debate, inclusive do presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB). "A gente se sente frustrado porque muitas das pessoas que deveriam estar aqui não vieram".

Agencia Estado,

13 Dezembro 2006 | 12h28

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