Greenhalgh cobra do STF rapidez para soltar italiano

O advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, que defende o italiano Cesare Battisti, disse ontem que seu cliente está "sob constrangimento" por continuar preso apesar de o ministro da Justiça, Tarso Genro, ter concedido a ele o status de refugiado político há duas semanas. Para ser solto, Battisti precisa de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Especialista: Decisão de Tarso Genro foi política Lista: Assinaturas a favor do refúgio a BattistiGreenhalgh reclamou da pressão que o governo italiano está fazendo sobre as autoridades brasileiras. A Itália quer a extradição de Battisti, que foi condenado naquele país a prisão perpétua por envolvimento com assassinatos. "O que não compreendo é a pressão desmedida, desproporcional e ofensiva do governo italiano sobre as autoridades brasileiras", disse. "Acho que é uma ingerência, um desrespeito às autoridades brasileiras."O advogado anunciou que entregaria ao STF uma cópia do abaixo-assinado em favor do italiano que recebeu a adesão de mais de 500 pessoas, entre elas o arquiteto Oscar Niemeyer. CARNAVALGreenhalgh disse que o governo italiano não teve reação semelhante quando o governo francês concedeu refúgio para a italiana Marina Petrella, ex-integrante da organização de extrema esquerda Brigadas Vermelhas. "A Itália não fez esse carnaval", disse.O advogado esteve ontem no STF para falar com o relator do pedido de extradição, ministro Cezar Peluso. Ele quer que Peluso determine a soltura de Battisti, já que, conforme jurisprudência do STF e parececer do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, os processos de extradição devem ser extintos quando o governo reconhece a condição de refugiado do estrangeiro.

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