Graziano diz ter recebido pronto apoio de Dilma à candidatura na FAO

Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação tem processo peculiar de escolha de diretor

Célia Froufe, da Agência Estado

18 de fevereiro de 2011 | 20h27

O candidato brasileiro ao cargo de diretor geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), José Graziano da Silva, disse nesta sexta que recebeu pronto apoio da presidente Dilma Rousseff para o pleito, apesar do risco de fracasso. "Perguntei se ela estava disposta a correr o risco, pois toda a eleição se corre o risco de perder. E ela me respondeu: 'Eu tenho cara de quem tem medo de perder?'", relatou Graziano, durante entrevista coletiva.

 

O candidato salientou que a eleição da FAO conta com um processo peculiar, pois a votação é secreta mas a cada rodada se elimina o menos votado. "Há o imponderável com o fato de o voto ser secreto, por isso tem ocorrido surpresas", considerou.

 

Segundo Graziano, que foi ministro no primeiro mandato do governo Lula, os encontros com Dilma foram três nos últimos tempos: duas vezes antes da posse e no dia da posse. A embaixadora Vera Machado, que também participou da entrevista, salientou que a presidente determinou ao ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, que tratasse a candidatura como uma campanha de Estado.

 

Lula - O ex-ministro salientou que Lula teve papel central na articulação de sua candidatura. "Foi ele quem conversou a primeira vez sobre a nossa pretensão e pediu que o interesse fosse anunciado para a busca de um consenso regional", disse. Ele disse esperar que Lula ainda mantenha um papel ativo, pois um dos compromissos que assumiu foi o de continuar a luta pela erradicação da fome e pelo desenvolvimento da África. "São objetivos que coadunam com trabalho que a FAO tem que fazer também."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.