Grampos indicariam doações 'por fora' de construtora

Grampos telefônicos da Castelo de Areia, operação integrada da Polícia Federal com a Procuradoria da República, revelariam movimentação de dirigentes da empreiteira Camargo Corrêa em suposto esquema de doações ?por fora? para políticos e legendas. Sete partidos (PSDB, PDT, DEM, PP, PPS, PMDB e PSB) - além dos senadores Agripino Maia (DEM-RN) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e deputados, entre eles José Carlos Aleluia (DEM-BA) - são citados como beneficiários de recursos que a PF supõe terem sido desviados de obras superfaturadas.

AE, Agencia Estado

27 de março de 2009 | 07h42

Diálogos interceptados pela Inteligência da PF revelam passo a passo como agiam os executivos da empreiteira, que faturou R$ 16 bilhões em 2008. As escutas fazem a PF supor que a Camargo Corrêa mantinha duas contabilidades para repasses a políticos - uma oficial e outra paralela, sem comunicação à Justiça Eleitoral.

O alvo maior da operação é um pen drive com relação de políticos que teriam recebido propinas da empreiteira. O arquivo digital foi revelado em conversa que a PF interceptou entre dois executivos da empreiteira presos na quarta-feira. Os dois falam de José Carlos Aleluia e de um suposto pagamento a ele. ?Não sou candidato e não é primeira vez que bandidos falam nomes de pessoas?, reagiu o deputado do DEM. ?Não tenho absolutamente contato, nem oficial nem extraoficial, com a Camargo Corrêa. O governo começa a espalhar coisas para cobrir o drama que está vivendo. Não recebo doação que não seja legal.?

Os grampos são o fundamento mais contundente dos decretos judiciais de prisão de quatro dirigentes da construtora - Dárcio Brunato, Pietro Francesco Giavina Bianchi, Fernando Dias Gomes e Raggi Badra - e quatro doleiros, entre eles Kurt Pickel, apontado como articulador de um esquema de remessas ilegais para paraísos fiscais e lavagem de valores. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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