Grampos da Abin do STF são 'intoleráveis', diz Cezar Britto

Para presidente da OAB 'espionar a mais alta autoridade do Judiciário é um escândalo que dispensa adjetivos'

João Domingos, de O Estado de S. Paulo,

30 de agosto de 2008 | 16h39

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, afirmou que a espionagem nos telefones do presidente do STF, Gilmar Mendes, e de outros políticos brasileiros "é simplesmente intolerável". Para ele, "espionar a mais alta autoridade do Poder Judiciário, o ministro Gilmar Mendes, é um escândalo que dispensa adjetivos. Ultrapassa as piores expectativas".  Veja também:Supremo quer que Lula esclareça grampos da Abin, diz MendesAbin diz que abrirá sindicância para apurar grampos 'Lula terá que tomar providências', diz Garibaldi Grampeado, Demóstenes exige medidas de Lula  Britto disse que a OAB vem denunciando o "estado de bisbilhotice" que tem ocorrido no País, e que fez isso até na cerimônia de posse do atual presidente do Supremo. Ainda de acordo com Cezar Britto, hoje os grampos atingem praticamente todo o espectro político. "Vai da base parlamentar governista à oposição. Espiona ministros, assessores do presidente da República, o presidente do Senado e chega ao extremo de se envolver na sucessão à Presidência daquela casa legislativa". "Qual o sentido de a Abin espionar o senador Tião Viana? Quer saber sua estratégia de campanha? Para quê? Está a serviço de outro candidato? E por que espiona o líder da oposição, senador Arthur Virgílio? E o ex-ministro José Dirceu?", foram as perguntas feitas pelo presidente da OAB. Para ele, elas revelam o grau de insegurança jurídica e baixeza institucional que "tais aberrações produzem, reeditando os piores momentos da ditadura militar".

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