Grampos citam 81 autoridades, afirma delegado que prendeu Cachoeira

Na lista constam deputados, senadores, secretários de Estado, ministros do STF e a presidente

estadão.com.br,

10 de maio de 2012 | 17h17

BRASÍLIA - O delegado Matheus Mella Rodrigues afirmou nesta quinta-feira, 10, na sessão reservada da CPI do Cachoeira, que durante as interceptações telefônicas feitas na Operação Monte Carlo há 81 autoridades com foro especial citadas nas conversas. Na lista, constam vereadores, deputados federais e estaduais, senadores, secretários de Estado, ministros do Supremo Tribunal Federal e até a presidente Dilma Rousseff.

Na sua exposição, o delegado também disse que foram interceptadas com autorização judicial 260 mil ligações, das quais 17 mil consideradas pela PF como importantes para a investigação. Houve ainda 4 mil ligações fortuitas, quando surgem pessoas que originalmente não tem vinculação direta com os fatos sob apuração.

Nos diálogos, o nome do governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, foi citado 237 por pessoas envolvidas no esquema comandado pelo contraventor Carlinhos Cachoeira. A Monte Carlo levou à prisão Cachoeira e seu grupo no final de março. O investigador disse que, em apenas duas ocasiões, Perillo aparece conversando diretamente com Cachoeira. As ligações, segundo parlamentares ouviram do delegado, serviram para marcar a participação dos dois.

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