Gráficas querem mais prazo para livro didático

Representantes da indústria gráfica brasileira entregam hoje ao ministro da Educação, Paulo Renato Souza, carta na qual pleiteiam a prorrogação do prazo de entrega de material escolar do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), de 110 para 140 dias. O pedido deve-se à necessidade de redução do consumo de energia, que torna impraticável a meta de produção. Segundo os representantes, a confecção de um quarto dos 110 milhões de livros previstos no programa implicaria importação de serviços de US$ 70 milhões das gráficas de outros países da América Latina. Este fator aumentaria ainda mais o déficit da balança comercial do setor que, no ano passado, foi de US$ 114 milhões, contra US$ 280 milhões em 1999. A carta ainda contém um pedido de extensão da imunidade tributária em livros e jornais para cadernos escolares, também prevista no Programa do Ministério da Educação e Cultura. O processo já foi aprovado pelo Senado e, no momento, está tramitando na Câmara dos Deputados. Segundo a Abigraf, a aprovação do pedido vai significar "economia substancial ao PNLD, oferecendo aos alunos do ensino fundamental da rede pública o benefícios concedidos pelo programa".

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