Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Governo vê manifestações com 'normalidade', afirma Edinho Silva

Na avaliação do ministro da Secom, contudo, o governo não está aliviado com o fato de a adesão dos protestos do último domingo ter sido menor que a verificada nas manifestações de 15 de março

Rafael Moraes Moura e Ricardo Brito, O Estado de S. Paulo

13 Abril 2015 | 18h17

 Brasília - Um dia depois de cerca de 660 mil brasileiros irem às ruas de 152 cidades do País protestar contra o governo federal, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Edinho Silva (PT), disse nesta segunda-feira,13, que o Palácio do Planalto vê com "normalidade" as manifestações. 

"O governo encara com normalidade, nós entendemos que, dentro de um regime democrático, todas as manifestações são legítimas e expressam o sentimento democrático de um país como o Brasil", disse Edinho Silva a jornalistas, depois de participar de reunião com assessores de imprensa de todos os ministérios.

Na avaliação do ministro, o governo não está aliviado com o fato de a adesão dos protestos do último domingo ter sido menor que a verificada nas manifestações de 15 de março.

"Não muda nada, o governo reconhece a legitimidade das mobilizações, o governo está atento à pauta das mobilizações, o governo continua governando, mas considerando as manifestações como uma manifestação democrática do nosso País", observou o ministro. "O governo respeita uma manifestação dessa dimensão, é uma expressão importante da democracia brasileira e o governo está atento à pauta das manifestações."

Datafolha. O ministro-chefe da Secom minimizou o resultado da última pesquisa Datafolha, que mostrou que 63% dos brasileiros acreditam que deveria ser aberto processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Para Edinho, "todos os poderes instituídos do Estado brasileiro estão certamente sendo questionados". 

"É claro que nós temos a responsabilidade por sermos o governo central, mas o mais importante é que a gente possa entender o sentimento das ruas", comentou. "Existe um descontentamento em relação às instituições, e é natural da democracia. É importante que a gente possa tomar medidas, que a gente aproxime o Estado brasileiro da sociedade civil, que a gente possa valorizar a sociedade cada vez mais, criando cada vez mais instrumentos de diálogo e fiscalização da sociedade civil sobre o Estado."

Estratégia. Na opinião do ministro, para reverter o cenário atual, é preciso aproximar a sociedade civil da vida política do nosso País. "O importante é que tem o espírito do Legislativo para aprimorar o seu funcionamento, tem o espírito do Executivo para aprimorar o seu funcionamento, que o Judiciário tem discutido o tempo todo o aprimoramento do seu funcionamento. Quem sai ganhando com tudo isso é a democracia", disse.

O ministro da Secom também defendeu a elaboração de uma estratégia de comunicação que transmita dados e informações ao cidadão de "forma mais eficiente". Uma campanha sobre o ajuste fiscal deverá ser finalizada em breve.

"Eu repito: informar os feitos do governo não é nenhuma benesse, é uma obrigação de um governo, porque aquilo que o governo faz, faz com dinheiro público. O cidadão tem de saber aquilo que acontece com o seu dinheiro", afirmou Edinho. 

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