Governo vai resolver como tratar ACM

O líder do governo no Congresso, deputado Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM), disse há pouco, após se encontrar com o presidente Fernando HenriqueCardoso no Palácio do Planalto, que a decisão do governo de aguardar até o início demarço para tomar uma decisão em relação a seu relacionamento com o senador AntonioCarlos Magalhães (PFL-BA) não é sinal de fraqueza. "Firmeza não significa pressa",afirmou o deputado. Ele disse que o governo ganhou tempo para tomar uma decisão diante da declaração dada por Antonio Carlos a um jornal da Bahia, de que não sãodele as declarações atribuuídas a ele na edição desta quinta-feira da revista IstoÉ.SegundoVirgílio, o senador agora deverá explicar-se ao Congresso e a seu partido. "Se eledisse aquilo mesmo, optou por ser uma liderança da oposição", afirmou o líder,segundo o qual, neste caso, ACM não poderia mais continuar com o governo. "Se ele não disse, alguém tem que ser processado por ter forjado uma gravação". Virgíliocriticou os procuradores da República responsáveis pela suposta gravação, dizendo quese trata de uma atitude antiética, mesmo que haja brechas legais que a permitam. Suacrítica foi dirigida principalmente ao procurador Luiz Francisco de Souza. O líderpoupou o procurador Guilherme Schelb que, segundo ele, deu declarações equilibradassobre o episódio. "O senador não deveria ter feito esse tipo de aliança, pois essepessoal grava mesmo", observou Virgílio.

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