Governo vai reduzir estrutura da Conab

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) terá sua estrutura reduzida ainda neste ano, informou o ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, em entrevista exclusiva à Agência Estado. Pratini disse que a modificação da Conab também é uma conseqüência das alterações que estão sendo feitas no Programa de Distribuição de Alimentos (Prodea), que era executado pela companhia. O programa está sendo modificado em função de denúncias de irregularidades na licitação de compra de 1,52 milhão de cestas básicas. Essas denúncias provocaram a demissão do ex-presidente da Conab, Antônio Carlos da Silveira Pinheiro, no final de julho. O estudo sobre a restruturação da Conab foi solicitado por Pratini de Moraes ao novo presidente da companhia, Vilmondes Olegário da Silva, logo quando ele assumiu o cargo, no final do mês passado. Atualmente, a Conab conta com 3.789 funcionários, entre a área técnica e administrativa. O quadro funcional já foi reduzido em 800 funcionários, nos últimos dois anos, desde que Pratini assumiu o Ministério da Agricultura. "Há margem para reduzir mais", afirmou o ministro. "Não há um prazo definido para conclusão do trabalho mas os estudos estão acelerados", completou. A Conab é responsável pelos levantamentos de safra agrícola e administração dos mecanismos de comercialização de safra estipulados pelo governo, como os contratos de opção e compra de estoques reguladores, além da execução das ações estipuladas pelo Prodea.Uma das alternativas que estão sendo avaliadas para a restruturação da Conab, segundo o ministro da Agricultura, é a redução do número de prédios e edifícios de propriedade da companhia, como os armazéns de estoque de produtos. "A Conab terá sempre um papel importante como principal instrumento de apoio à comercialização do governo, mas não necessita ter a dimensão que tem hoje", afirmou Pratini. "Algumas atividades da Conab não são privatizáveis, como a administração dos estoques do governo, as intervenções de mercado, o apoio à comercialização, mas cada vez mais nós estamos usando o mecanismo de contratos de opção de venda, o que reduz a necessidade das compras governamentais", observou o ministro. O contrato de opção de venda permite que o produtor venda sua produção para o governo toda vez que o preço do mercado estiver abaixo do valor pactuado no contrato.

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