Governo vai pedir mais apoio ao programa antiaids

O Ministério da Saúde vai propor ao Banco Mundial (Bird) a continuidade do Projeto de Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids, cuja segunda etapa, financiada pelo organismo internacional, termina no ano que vem. A idéia é solicitar empréstimo de US$ 100 milhões pelo período de três anos para manter as atuais parcerias com organizações não-governamentais (ONGs) e investir em novas tecnologias no combate e prevenção da aids. Técnicos do ministério vão aproveitar a inspeção de rotina do programa, iniciada na semana passada por representantes do Bird, em Brasília, para dar início à discussão em torno da renovação do projeto. Apesar de representar apenas cerca de 10% do que o Brasil investe no controle da doença, a parceria com o Banco Mundial garante convênios estratégicos com ONGs e escapa da burocracia para a liberação de recursos orçamentários. O coordenador-adjunto do Programa de DST/Aids do ministério, Alexandre Grageiro, informou nesta segunda-feira que a inspeção dos representantes do Bird é a quarta desde o início da segunda etapa do projeto, em 1999. "Por ocorrer no meio do programa, esta reunião tem um caráter maior de avaliação", disse ele, após passar a tarde reunido com os técnicos do Banco Mundial. O encontro termina sexta-feira, quando será divulgado documento com as conclusões da visita. A segunda etapa prevê investimentos de US$ 300 milhões, dos quais US$ 165 milhões são recursos do Bird.Os recursos são aplicados em ações de prevenção, diagnóstico e no fortalecimento de instituições públicas e privadas de combate à aids.

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