Governo vai montar 'tropa de choque' para CPI da Petrobras

'Tropa de choque' contará com ex-presidente Fernando Collor de Mello e Aloizio Mercadante

Eugênia Lopes, de O Estado de S. Paulo,

19 de maio de 2009 | 17h18

O governo vai montar mesmo uma tropa de choque na CPI da Petrobras e quer a presidência e a relatoria da comissão. Não vai abrir mão de nenhum posto de comando para a oposição. "Minha opinião é que a base que é numericamente maior tenha a representação expressa nos cargos da CPI", disse o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), que deverá ser um dos integrantes da comissão de inquérito.

 

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Além de Jucá e do senador Aloizio Mercadante (PT-SP, )a tropa de choque do governo contará com ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB-AL). Os outros nomes ainda não foram definidos.

 

A oposição vai indicar os senadores Alvaro Dias (PSDB-PR), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Sérgio Guerra (PSDB-PE).

 

Já o DEM irá indicar Demostenes Torres (GO) e ACM Júnior (BA) e talvez Heráclito Fortes (PI). Por acordo com os tucanos, o DEM pretende disputar a presidência da CPI da Petrobras. Os democratas só têm chances de ganhar o posto se o governo não abrira mão do comando da CPI, o que não deverá ocorrer.

 

Segundo o líder Jucá, a CPI só será instalada na semana que vem. Com a abertura do inquérito, ele informou que está descartada a participação em audiência pública de Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras, no Senado.

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