Governo vai destinar R$ 1,2 bi para pesquisas em 2002

O governo terá cerca de R$ 1,2 bilhão para financiar atividades de pesquisa e desenvolvimento em 2002. Os cálculos são do secretário de Política Tecnológica Empresarial do Ministério da Ciência e Tecnologia, Maurício Mendonça. Os seus cálculos incluem os 11 fundos setoriais já aprovados pelo Congresso Nacional e mais 4 que estão em discussão, e que ele acredita que também serão aprovados. Outra novidade na gestão da política tecnológica para 2002 é que o governo poderá voltar a financiar atividades de pesquisa e desenvolvimento por parte das empresas privadas, a fundo perdido. Se o Congresso aprovar o projeto de lei que está em discussão na casa, o governo poderá participar com até 50% das atividades de P&D de empresas privadas, o que hoje é restrito apenas às instituições sem fins lucrativos.Mendonça participou do lançamento da pesquisa que será realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre inovação tecnológica (Pintec). O governo quer saber quanto as empresas brasileiras investem em tecnologia e pretende criar um indicador referente à inovação tecnológica. O IBGE vai fazer uma pesquisa junto a 11 mil empresas em todo o país para identificar quanto as empresas investem no setor, quantas pessoas no país atuam nesse segmento, entre outros indicadores. A previsão do governo é começar a divulgar o indicador de inovação tecnológica, que será criado com base na Pintec, a partir de junho de 2002. Atualmente, segundo o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Mauro Marcondes, o governo é responsável por 80% das pesquisas realizadas no Brasil. A intenção oficial é ampliar a participação das empresas privadas nesse projeto. Por isso, além de ampliar os recursos disponíveis através de fundos setoriais, o governo está criando novos mecanismos. Além da subvenção (subsídio) às atividades de P&D das empresas, o Congresso deverá criar o mecanismo de equalização das taxas de juros praticadas pela Finep e as vigentes no mercado internacional. Ou seja, sempre que os juros da Finep superarem os do mercado internacional, o governo cobre a diferença.Os fundos que estão em discussão no Congresso são os de agronegócios, saúde, biotecnologia e aeronáutica. O técnico do ministério da tecnologia acredita que os investimentos serão fundamentais para a melhoria da economia nacional como um todo, além de permitir a ampliação das exportações.

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