Governo vai decidir em 2012 novos aeroportos para concessão, diz ministro

Wagner Bittencourt, da Secretaria de Aviação Civil, afirmou que estão em análise Rio de Janeiro, Galeão e Santos Dumont, e de Confins, em Minas Gerais

Eduardo Bresciani, do estadão.com.br

23 de novembro de 2011 | 14h17

O governo federal vai decidir no início do próximo ano quais serão os próximos aeroportos a serem submetidos ao regime de concessão para a iniciativa privada. A informação foi dada pelo ministro Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, em audiência na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados. Até o momento, o governo já decidiu licitar os aeroportos de Cumbica, em Guarulhos (SP), Viracopos, em Campinas (SP), e Juscelino Kubtischeck, em Brasília (DF).

 

“No nosso planejamento de longo prazo estamos definindo o que o governo federal tem como estratégia. Vamos definir o que ficará com a Infraero, o que será concedido ao setor privado e até aos estados e municípios. Essa estratégia estará pronta no início do ano que vem”, afirmou Bittencourt.

 

Ele afirmou que estão em análise para possíveis concessões os aeroportos da cidade do Rio de Janeiro, Galeão e Santos Dumont, e de Confins, em Minas Gerais. “Nós conversamos com Rio e Minas. Estamos fazendo avaliação técnicas”.

 

Segundo o ministro, a decisão sobre a concessão dos três primeiros aeroportos levou em conta o fato de eles já estarem operando perto do limite de operação. Bittencourt destacou que a Infraero deverá investir R$ 7,2 bilhões em aeroportos até dezembro de 2013. Neste ano, segundo a empresa, a execução orçamentária deve fechar em cerca de R$

1,1 bilhão, quase o dobro da média dos últimos anos.

 

Ele voltou a rebater o estudo do Ipea que manifestou preocupação em relação à capacidade dos aeroportos para a Copa do Mundo. Segundo o ministro, o ritmo das obras é maior do que prevê o instituto.

 

O ministro afirmou ainda haver uma preocupação em relação ao serviço para o usuário e a capacitação das pessoas que trabalham no setor. Segundo ele, em breve serão definidas metas para ações no aeroporto, como o manejo de bagagens, para que as companhias aéreas e os administradores de aeroportos possam ser cobrados.

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