Governo vai avaliar se equipamentos da Abin são para escutas

Informação é da ministra Dilma, que diz que governo vai avaliar se houve ou não houve grampo pela Abin

Vera Rosa, de O Estado de S.Paulo

03 de setembro de 2008 | 15h07

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, admitiu nesta quarta-feira, 3,  que o governo vai avaliar se os equipamentos comprados pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) são destinados a escutas telefônicas clandestinas. "Vamos avaliar todo o quadro da Abin, todo o quadro do grampo. Se houve grampo ou se não houve e, dentro desse contexto, os equipamentos serão considerados e balanceados", afirmou a ministra, no Palácio do Planalto.   Veja Também: Entenda as acusações de envolvimento da Abin com grampos  PF está empenhada em saber quem grampeou STF, diz Tarso   A informação de que a Abin adquiriu um aparelho para fazer rastreamento de conversas telefônicas foi dada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, durante reunião de coordenação política do governo, na segunda-feira, e irritou o chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, general Jorge Félix. Segundo Félix, o equipamento comprado pela Abin não é para fazer escuta clandestina, mas, sim, para detectar a existência de grampos.   Na prática, a revelação de que os telefones do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, foram grampeados acirraram a guerra travada entre a Polícia Federal e a Abin, no rastro da Operação Satiagraha, que resultou na prisão do banqueiro Daniel Dantas, em julho. Questionada se a compra do equipamento pela Abin era grave, Dilma não quis entrar na polêmica. "Eu não vou avaliar se é grave a compra de um equipamento ou não", disse, ao acrescentar que o governo examinará toda a situação.

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