Dida Sampaio/AE
Dida Sampaio/AE

Governo tenta conter greves com propostas e servidores protestam no Planalto

O governo luta para evitar que a greve dos servidores federais consiga atingir setores estratégicos, como Receita Federal e Polícia Federal. A paralisação já dura dois meses. De acordo com a agência Reuters, o Poder Executivo poderá fazer nos próximos dias novas propostas para as categorias.

O Estado de S. Paulo,

24 de julho de 2012 | 17h44

A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) estima que cerca de 350 mil servidores aderiram à paralisação. 

 

Ainda de acordo com a Reuters, o desafio do Planalto é resistir à pressão por aumento de gastos diante do cenário externo adverso e a desaceleração da economia brasileira, que podem ameaçar o esforço fiscal, enquanto sindicatos pedem por novas propostas para que as negociações avancem.

 

Nesta terça-feira, cerca de 150 servidores federais fizeram um protesto em frente ao Palácio do Planalto. Eles ocuparam a rampa e ficaram sentados no local. Os servidores, todos do Poder Executivo, condenam a atitude do governo federal, que, segundo eles, além de não apresentar proposta para os grevistas, ainda determina o corte de salários da categoria. "Isso é inaceitável", desabafou César Henrique Leite, do Ministério da Saúde, ao acusar o governo Dilma de agir com "autoritarismo".

 

"Estamos há trinta e seis dias em greve e o governo não apresentou nenhuma proposta. Só estão nos enrolando", declarou ele, ao denunciar que os servidores estão "sendo ameaçados por telefone em casa, à noite, e por e-mail" com a perda de seus cargos e corte dos dias. "Esse governo que se diz dos trabalhadores está agindo e nos fazendo lembrar de um passado que queremos esquecer, que é o da ditadura", afirmou César Henrique.

 

O servidor Antonio Clarete, do Ministério da Justiça, informou ainda que no dia 31 de julho, os trabalhadores farão outra marcha para exigir do governo a apresentação de algum tipo de proposta. "Qualquer uma eles têm de apresentar. O que não é possível é eles, antes mesmo de apresentar qualquer proposta, cortarem o ponto dos servidores".

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