Governo tenta acordo para votar a lei de Falências amanhã

O governo vai tentar hoje um acordo com os partidos políticos para votar o projeto da nova Lei de Falências amanhã, durante o período do esforço concentrado da Câmara. O relator da proposta, deputado Oswaldo Biolchi (PMDB-RS), vai se reunir hoje com os representantes de todos os partidos políticos e um negociador do Ministério da Fazenda. O governo se empenha em votar a proposta sobre a Lei de Falências ao mesmo tempo em que considera difícil a votação neste mês do projeto que estabelece regras para o funcionamento das agências reguladoras. Esse projeto ainda precisa ser votado pela comissão especial antes de chegar ao plenário da Câmara.A oposição anuncia que vai obstruir as votações da semana. "Não vamos facilitar a vida do governo em absolutamente nada", resumiu o deputado Alberto Goldman (PSDB-SP), vice-líder dos tucanos na Câmara. Ele argumentou que o Senado fez alterações substanciais no projeto da Lei de Falências que havia sido aprovado pela Câmara e que, portanto, é necessário que o debate seja feito com profundidade e sem pressa. O líder do PFL, José Carlos Aleluia (BA), já havia anunciado que a bancada vai obstruir os trabalhos se o governo não retirar o projeto de criação do Conselho Federal de Jornalismo.Com isso, o governo terá de reunir número suficiente de deputados no plenário para votar as matérias de seu interesse. Os governistas esperam destrancar hoje a pauta dos trabalhos votando duas medidas provisórias: a que dispõe sobre a isenção e redução de impostos para importação de bens destinados à pesquisa científica e tecnológica e a que trata da forma de pagamento das indenizações decorrentes de acordos judiciais.Se os governistas conseguirem aprovar as duas MPs, estará aberto o caminho para a votação da Lei de Falências amanhã. Para acertar a pauta, o líder do governo na Câmara, deputado Professor Luizinho (PT-SP), vai reunir os líderes da base aliada nesta manhã. À tarde, o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), faz uma reunião do colégio de líderes e tenta fechar um acordo para as votações da semana.

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