Governo tenta acordo para evitar derrota

Desgastados com o fracasso da convocação extraordinária que até agora produziu a votação de apenas três das 75 medidas provisórias pautadas, a um custo de R$ 9,5 milhões em salários extras pagos aos parlamentares, os líderes do governo e dos partidos aliados fazem nesta quarta-feira uma última tentativa de acordo. Insistirão numa pauta mínima, mas de consenso, para evitar traumas na votação. Sem contar com a fidelidade do PFL, a ordem do governo é continuar obstruindo qualquer votação nominal (que dependa de registro do voto) até o dia 14, quando está marcada a eleição para s Mesas da Câmara e Senado. "Não há interesse do governo em votar qualquer coisa, enquanto a prioridade dos partidos está nas alianças eleitorais", resumiu o líder do governo na Câmara, deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP). "Se não votarmos nada, o desgaste será de todos", admitiu o vice-líder governista, deputado Ricardo Barros (PPB-PR), orientado para comandar a obstrução de todas as votações.

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