Governo teme derrota no Senado

O governo conta com margem muito estreita de votos para aprovar a prorrogação da CPMF no Senado até dezembro. Pior: ministros avaliam que o clima de conflagração no Senado, motivado pela permanência do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), poderá prejudicar a votação. Pela contabilidade do Palácio do Planalto, o governo tem 51 votos no Senado, apenas dois a mais do que o necessário para esticar a validade do chamado imposto do cheque até 2011. Na tentativa de aprovar a CPMF, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, entrou em cena e passou a telefonar para governadores. Mantega tem cobrado retribuição ao gesto do governo, que deu sinal verde para a renegociação das dívidas de vários Estados. Outro argumento é que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) correrá risco se o tributo for cortado. A expectativa no Planalto é de que os governadores de São Paulo e Minas, José Serra e Aécio Neves, ambos do PSDB, e o do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), orientem as bancadas de seus partidos no Congresso a aprovar a CPMF. No diagnóstico do presidente, Serra e Aécio têm interesse na prorrogação porque são pré-candidatos à Presidência, em 2010. O governo já conseguiu que três senadores do DEM trocassem de legenda, mas há dissensões nos partidos da coalizão.

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