JOSE PATRICIO / ESTADAO
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Governo teme confrontos de manifestantes e quartel do Exército fica de sobreaviso em SP

Militares, no entanto, só serão acionados caso o governador Geraldo Alckmin ou a presidente Dilma solicitem

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

04 de março de 2016 | 20h15

BRASÍLIA - O governo está preocupado com os protestos e enfrentamento de manifestantes que estão ocorrendo, principalmente em São Paulo, entre militantes pró e contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O temor é que estes confrontos desencadeiem uma violência que se torne incontrolável. O ministro da Advocacia Geral da União, José Eduardo Cardozo, disse que “o acirramento de conflitos não é desejável”. Acrescentou ainda que espera que “realmente haja uma situação de tranquilidade para se supere, dentro da lei, dentro da Constituição, estas situações”. E emendou: “é muito importante que busquemos equacionar esta questão”.

Temendo agravamento da crise, o Exército, por prevenção, em São Paulo, deixou de “sobreaviso” um batalhão. Estes militares, no entanto, só serão acionados caso haja alguma solicitação do governador do Estado ou da própria Presidência da República, para ajudar a devolver a ordem pública, em caso da Polícia Militar local não conseguir dominar a situação. Só entrariam nesta condição, para garantir a lei e a ordem. No final do dia, no entanto, a avaliação era de que os ânimos estavam menos acirrados.

Manifesto no Planalto. Em Brasília, cerca de 30 manifestantes protestavam contra a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, em frente a Palácio do Planalto. O protesto começou com apenas cinco pessoas e três bonecos, sendo dois Pixulecos e um “japonês da Polícia Federal”. Eles soltavam muitos fogos e faziam muito barulho. Os carros que passavam pelo local provocaram um buzinaço e à medida que o tempo foi passando, mais manifestantes foram se aglomerando.

O governo já começa a prever que os protestos marcados pela oposição para o dia 13 de março poderão tomar corpo, depois da divulgação da tratativa de delação de Delcídio Amaral e da condução coercitiva de Lula para depor. Desde cedo, o Planalto destacou uma equipe para monitorar as redes sociais e constatou que a adesão ao protesto do dia 13 cresceu exponencialmente.

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