Governo tem mais que o suficiente para votar CPMF, diz líder

Romero Jucá diz que governo tem além dos 49 votos necessários no Senado, 'mas só dirá no momento certo'

Rosa Costa, do Estadão

08 de novembro de 2007 | 13h45

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB), disse nesta quinta-feira, 8, que está "otimista" quanto à aprovação da CPMF no Senado e que o processo de entendimento "está avançando de diversos lados." Ele se declarou seguro em relação à obtenção dos votos necessários em plenário - no mínimo 49 - para aprovar a emenda. "Temos mais de 49 votos no plenário", afirmou, "mas só no momento certo vamos dizer quais são."   O governo precisa no mínimo de 49 votos para aprovar a prorrogação do tributo no Senado.Se o PSDB fechar contra a questão, o governo deixa de contar com os 13 votos dos senadores tucanos.No entanto,  os líderes dos partidos da base aliada avaliaram nesta quinta, em reunião do Conselho Político,  que podem conseguir até três votos da bancada do PSDB para a aprovação da emenda que prorroga a cobrança da CPMF, o que garantiria uma margem folgada na votação.   Veja Também:    Entenda como é a cobrança da CPMF  Veja a proposta do governo sobre a CPMF apresentada ao PSDB PSDB encerra negociação e decide votar contra CPMF PSDB recusa proposta do governo de isentar CPMF até R$4.340 Governo atacará no 'varejo' para conseguir votar CPMF PMDB fecha a favor da CPMF; Renan se abstém em decisão     Em entrevista após o encontro, o ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, disse que os líderes do governo vão agora tentar convencer cada um dos 51 senadores da base a votar a favor da proposta. "Não vamos ameaçar ninguém, pois temos certeza da convicção de todos eles da importância da CPMF", afirmou.     O ministro disse que o governo deverá garantir a aprovação da CPMF já na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, que está marcada para esta segunda-feira. Ele evitou comentar as desistências de alguns senadores do PMDB em aprovar a emenda. O ministro lembrou apenas que na Câmara, 80 dos 93 deputados do PMDB votaram a favor da emenda, quando ela aprovada naquela Casa. Mares Guia disse que nos próximos dias o governo apresentará um estudo que mostra que em muitos estados os recursos da CPMF superam os da arrecadação. Ele citou como exemplo o Estado do Tocantins.   Durante o encontro, segundo participantes da reunião, Mares Guia cobrou empenho de toda a base aliada. "Não estamos aqui para cobrar, mas para sintonizar. A principal negociação foi a emenda 29, que já foi feita", teria dito o ministro, referindo-se à emenda que regulamenta os recursos da saúde. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), segundo relato de um participante, teria dito que "em tese" o governo só teria 51 votos para aprovar a CPMF, contabilizando os 51 integrantes da base aliada.   Mas o próprio líder avaliou que é preciso negociar com os chamados dissidentes , que resistem à aprovação da emenda. Mares Guia disse que está conversando com os governadores, especialmente os dos estados de Minas Gerais e São Paulo, ambos do PSDB para que convençam suas bancadas a votarem favoravelmente à prorrogação da CPMF."Eles estão empenhados em ajudar", afirmou o ministro.       PMDB a favor   A bancada do PMDB no Senado decidiu na quarta-feira fechar questão em favor da prorrogação da cobrança da CPMF até 2011. Dois senadores se abstiveram: Renan Calheiros(AL) - presidente licenciado do Senado - e Pedro Simon(RS). Já se manifestaram publicamente contra a CPMF os senadores Jarbas Vasconcelos(PE) e Mão Santa(PI). O PMDB tem hoje 20 senadores.   Renan afirmou que se absteve para evitar especulações de que estaria fazendo pressão entre os peemedebistas para aprovar a prorrogação da CPMF. Mas assegurou que vai votar a favor da prorrogação         (Colaborou Leonencio Nossa, do Estadão)

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