Governo só quer rever salário dos militares em 2005

Um dia depois do anúncio de reajuste para os servidores públicos civis, os ministros do Planejamento, Guido Mantega, e da Defesa, José Viegas, começaram ontem a discutir uma proposta de aumento para os militares. Em reunião de quase uma hora, Viegas apresentou um estudo inicial de reajuste para a categoria, mas não quis revelar o porcentual que está sendo reivindicado pelos militares e quanto que o governo poderá conceder. Antes do encontro com Mantega, ele apresentou a proposta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deu o aval para os estudos. O início das discussões de reajuste para os salários das Forças Armadas pode ajudar a acalmar os militares, que estão inquietos com a insatisfação nos quartéis. Mantega foi categórico ao afirmar que não há recursos orçamentários para conceder aumentos ainda em 2004. Mantega chegou a dizer, antes da conversa com Viegas, que a "questão salarial dos militares não está em discussão no momento" e que esse não era o tema da reunião entre os dois. "Não há recursos para reajuste de militares. Nesse momento, não está sendo cogitado." Ele assegurou: "Estamos olhando todas as carreiras, mexendo com toda a máquina. Chegará a vez dos militares, mas neste momento não há programa de aumento para categoria." Depois do encontro com o ministro do Planejamento, Viegas também insinuou que, neste ano, os militares não deverão ter aumento. Impacto "Não estou em condições de dizer que haja aumento em 2004. Esse é um assunto que será objeto de deliberações, de troca de informações durante algum tempo", observou o ministro da Defesa. Mas, ao ser indagado sobre a declaração de Mantega de que não há recursos no Orçamento de 2004 para esse fim, reagiu: "Não é bem assim." Viegas disse que o impacto orçamentário para o reajuste dos militares é considerável. "Temos de tomar os cuidados necessários para dimensionar o impacto. Esse impacto, em uma categoria ampla como é a dos militares, tem de ser muito bem dosado e medido."

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