Governo só discutirá reajuste após adequar Orçamento

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, reafirmou hoje que o governo só vai discutir reajuste para os servidores públicos após adequar o Orçamento ao fim Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). "Não temos a menor condição de decidir aumento de despesas em um momento em que temos um desequilíbrio de R$ 40 bilhões no Orçamento. Precisamos resolver isso primeiro", disse Bernardo, informando que vai voltar a se encontrar na segunda quinzena de fevereiro com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, com quem se reuniu ontem. O ministro recebeu hoje o relator do Orçamento, deputado José Pimentel (PT-CE), e o presidente da Comissão Mista de Orçamento, José Maranhão (PMDB-PB). Bernardo informou que amanhã se reunirá também com os líderes da base aliada para apresentar, junto com Pimentel e Maranhão, as idéias gerais sobre os cortes que terão que ser feitos no Orçamento. A idéia é preparar esse estudo de hoje para amanhã. Questionado se líderes oposicionistas participariam da reunião, Bernardo respondeu que não e brincou: "a oposição participa para criar problema e nós, para resolver".

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