08 de agosto de 2011 | 10h29
A chamada "nova classe média" do País representará 57% do eleitorado em 2014, votos suficientes para definir a sucessão de Dilma Rousseff, e detém a maior fatia do mercado de consumo, alega o ministro da SAE, fascinado com as pesquisas que encomendou. "Nosso futuro está ligado a ela, não tenho dúvida", arrisca Franco. Foi com essa disposição que ele organizou o seminário "Políticas Públicas para a Nova Classe Média", que começa hoje, em Brasília.
A presidente Dilma cancelou a sua participação na abertura do seminário, mas o evento ainda deve contar com a participação do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland.
Se o peso dos votos dos emergentes é claro, o peso do bolso não fica atrás. No cenário econômico, eles também ganharam a posição de protagonistas. Segundo cálculo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a classe média já concentra 46,24% do poder de compra dos brasileiros, à frente dos consumidores das classes A e B, com 44,12%. Diferentes metodologias calculam entre 104 milhões e 105,5 milhões o número de integrantes da classe média - algo entre 53,9% e 55% da população do País. Para a Fundação Getúlio Vargas (FGV), pertencem à classe média os brasileiros com renda familiar mensal entre R$ 1.200 e R$ 5.174. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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