Governo sabia que Waldomiro operava em campanha, diz Virgílio

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), afirmou hoje que não acredita na hipótese de o governo do PT não ter conhecimento de que ex-subchefe de Assuntos Parlamentares Waldomiro Diniz era o operador do fundo de campanha. "Mas acho que ele (Waldomiro) exagerou na dose, por isso, é necessário aprovarmos a CPI para apurarmos as questões que ainda não foram respondidas neste caso." Ele disse que vai propor a instalação de uma CPI ampla que investigue também os contratos da empresa Gtech com a Caixa Econômica Federal (CEF) na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC). Após participar, hoje na Capital, da gravação do programa do PSDB, juntamente com o presidente nacional do partido, José Serra, o líder do PSDB no Senado garantiu: "Não tenho problemas em assinar o pedido de uma CPI que cobre também explicações do contrato dessa empresa na gestão de FHC. E vou dizer isso na tribuna do Senado, na segunda-feira." O senador tucano acredita que a CPI para investigar as denúncias contra Waldomiro Diniz deve sair. "Só faltam duas assinaturas e tenho certeza de que vamos conseguir", disse. Na sua opinião, a CPI tem de sair porque, caso contrário, "o escândalo ficará rondando".O senador lamentou, hoje, o resultado do PIB negativo de 2003, divulgado pelo IBGE. "Isso é lamentável porque coloca toda a política econômica do atual governo (PT) em xeque". Virgílio acredita que o PSDB deve se sair muito competitivo nas eleições municipais deste ano: "E não vamos nem precisar dos arranhões éticos do PT no caso Waldomiro, basta as bobagens administrativas que o governo Lula vem fazendo para nos tornar competitivos nessas eleições."

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