Governo reinicia diálogo com a CUT sobre Previdência

As negociações sobre mudanças na proposta de reforma da Previdência prosseguem hoje - dia seguinte ao da reunião de governadores com os ministros Ricardo Berzoini (Previdência) e José Dirceu (Casa Civil) e com os líderes governistas, na qual ficou praticamente acertado que a aposentadoria dos futuros servidores públicos não será integral nem terá paridade com a dos funcionários da ativa. O governo aguarda para hoje uma palavra final dos governadores sobre as conversas de ontem. Enquanto isso, reinicia o diálogo com a Central Única dos Trabalhadores (CUT). Há uma decisão política de que é importante valorizar a central nas negociações. No café da manhã, os líderes dos partidos governistas se reúnem com o ministro Dirceu na residência oficial do presidente da Câmara, deputado João Paulo Cunha (PT-SP). Para às 10h está prevista a retomada da reunião, iniciada ontem, do relator da reforma, deputado José Pimentel (PT-CE), e do presidente da Câmara com dirigentes da CUT e outros sindicalistas. São três as reivindicações básicas da central: elevação do teto de isenção de contribuição previdenciária dos servidores inativos, dos R$ 1.058 propostos pelo governo para R$ 1,3 mil; aumento do valor-limite da aposentadoria , de R$ 2,4 mil para R$ 2,7 mil; e supressão do dispositivo da proposta de reforma pelo qual o servidor que se aposentar antes de alcançar a idade mínima perderá, em relação a cada ano que estiver faltando, 5% do valor total do benefício.

Agencia Estado,

16 de julho de 2003 | 07h49

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