Governo reforça ofensiva contra CPI

O governo iniciou uma mega-mobilização para impedir a adesão de novos deputados à CPI da corrupção. A preocupação cresceu depois que os deputados evangélicos do PL comunicaram que pretendem assinar, na próxima semana, o requerimento da CPI. Com a decisão do PL, os partidos de oposição estão confiantes na obtenção, até a próxima quarta-feira, das 171 assinaturas necessárias para a criação da Comissão. Faltam 23 assinaturas na Câmara. No Senado, os oposicionistas já obtiveram o mínimo necessário de 27 assinaturas e esperam ainda o apoio de, pelo menos, mais três senadores. "O PL quer aparecer como o partido que fez a diferença e, por isso, resolveu assinar agora o pedido de CPI", afirmou o bispo Rodrigues, comandante da ala evangélica do partido. Para justificar o apoio que, segundo ele, será formalizado em uma grande cerimônia na terça-feira que vem, Rodrigues lembrou que o partido está há seis anos na oposição. "Virar governista em um momento como este é cometer suicídio político", sustentou. O PL tem 23 deputados, dos quais 15 são evangélicos.Antes do anúncio oficial do PL, o deputado Luiz Antonio Medeiros (PL-SP) esteve no Palácio do Planalto para avisar que o PL está realmente disposto a assinar o requerimento da CPI. O partido está reivindicando um cargo no governo Fernando Henrique Cardoso. Há cerca de um mês o líder do PL, deputado Waldemar Costa Neto (SP), reuniu-se com o presidente Fernando Henrique para discutir o assunto. Além do PL, a oposição ainda tem esperanças de conquistar a assinatura de deputados ligados ao senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). Até esta tarde, apenas quatro deputados carlistas haviam assinado o requerimento. "Falta a assinatura de 15 deputados ligados a ACM", observou o líder do PT na Câmara, deputado Walter Pinheiro (BA). Os oposicionistas esperam ainda ter a adesão de deputados da ala dissidente do PMDB.

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