Governo recua e desiste de votar reforma política

A reforma política não será mais votada este ano. Diante da reação dos aliados do PL, PTB e PP, que decidiram obstruir a pauta de votações da Câmara em protesto contra a reforma que lhes dificultaria a sobrevivência política, o PT e o governo recuaram. Bastou o anúncio da obstrução para que o líder do PT na Câmara, Arlindo Chinaglia (SP), com o apoio do governo, derrubasse a urgência da reforma retirando sua assinatura do requerimento que garantia a tramitação acelerada da proposta.A tática dos três menores partidos da base governista, que fecharam questão para se verem livres da reforma política, foi decidida nesta terça-feira, em almoço na casa do líder e presidente do PL, Valdemar da Costa Neto (SP). Além do PL, PTB e PP, os líderes contavam também com o apoio do PDT e PSL, contabilizando 152 deputados. Ao mesmo tempo em que decidiram apelar para a obstrução, os líderes fizeram chegar um recado objetivo ao comando petistas. "O PT tem que decidir de uma vez por todas com quem quer se aliar. Ou fica conosco, ou se alia ao PFL e PSDB em favor da reforma política", resumiu um deputado experiente que ajudou a articular a rebelião dos pequenos partidos.

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