Governo recorre contra veto de juiz à Abin

O governo decidiu recorrer da decisão da Justiça de São Paulo, que proibiu oficiais da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) de acompanhar a perícia que a Polícia Federal fará nos computadores, celulares e outros equipamentos apreendidos há duas semanas no Centro de Operações da Abin no Rio, na casa de dois funcionários da agência e no apartamento do delegado Protógenes Queiroz. Todo esse material será analisado na tentativa de identificar os responsáveis pelo vazamento de informações da Operação Satiagraha. O ministro da Justiça, Tarso Genro, o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, e o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Jorge Armando Félix, pediram formalmente que a Advocacia-Geral da União (AGU) recorra da decisão do juiz Ali Mazloum, da 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo.Em nota divulgada pelo Ministério da Justiça, os três pedem que oficiais da Abin "devidamente credenciados" possam acompanhar as perícias. No documento, reafirmam a parceria entre Abin e PF, que marcou a Satiagraha. "A Abin e a Polícia Federal reiteram suas relações de colaboração, com as devidas competências, visando inclusive a estreitá-las, e confiam plenamente na isenção tanto das autoridades do inquérito como do Ministério Público Federal e da Justiça", diz a nota. O veto à participação da Abin na análise técnica, que é de responsabilidade de peritos da PF, foi decretado por Mazloum na semana passada. Em seu despacho, o juiz diz não admitir ingerências externas e políticas na investigação da PF.

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