Governo reconhece 'boa sustentação' de Benjamin

Palácio do Planalto acredita que voto de relator de processo contra chapa presidencial no TSE pode mudar votos, mas prevê vitória

Carla Araújo e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2017 | 22h06

BRASÍLIA - O parecer lido nesta quarta-feira, 7, pelo relator da ação que pode cassar o mandato do presidente Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Herman Benjamin, foi visto no Palácio do Planalto como bem preparado. Auxiliares do presidente destacaram que "a boa sustentação" jurídica de Benjamin pode até mudar votos, mas o consenso ainda prevê uma absolvição do presidente.

A maior parte dos interlocutores de Temer reconhece que, a julgar pela sessão desta quarta, o placar mais provável é de 4 a 3 a favor do presidente. Antes da leitura do parecer, muitos apostavam em um placar de 5 a 2, com votos contrários de Benjamin e talvez da ministra Rosa Weber ou de Luiz Fux.

O presidente tentou acompanhar o máximo possível do segundo dia de julgamento da ação, mas dividiu a atenção com agendas, incluindo o lançamento do Plano Safra. Na terça-feira, 6, Temer cancelou uma agenda fora do Planalto e acompanhou em seu gabinete toda a sustentação oral dos advogados de defesa e de acusação, além do promotor eleitoral.

Nesta quarta-feira, ainda no Palácio do Jaburu, logo cedo, Temer e o ministro-chefe da Secretaria-Geral, Moreira Franco, viram o início da sessão, mas, em seguida, o presidente foi para o Planalto, onde uma extensa agenda o aguardava.

Ao final do dia, no entanto, depois de conversar com o advogado Gustavo Guedes, e com outros auxiliares que acompanharam mais de perto a sessão, Temer se convenceu de que o resultado final foi positivo. A avaliação no Planalto é de que o processo se estenderá, provavelmente, até sexta-feira. "Mas o presidente permanece confiante, acreditando que vencerá", disse uma fonte.

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