Governo receberá centrais sindicais para discutir salário mínimo

Encontro que deve ocorrer na próxima semana pautará reivindicações dos sindicatos exigindo reajuste do mínimo para R$ 580

Andrea Jubé Vianna, da Agência Estado,

19 de janeiro de 2011 | 16h08

BRASÍLIA - O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, encarregado do diálogo com os movimentos sociais, abrirá as negociações sobre o aumento do salário mínimo com as centrais sindicais. Segundo o líder do PDT e presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (SP), Carvalho interrompeu as férias para telefonar para lideranças do setor, convidando-os para debater o assunto em Brasília, na próxima semana. O deputado Paulinho da Força deu a informação durante a solenidade em que o PDT formalizou o apoio da bancada à candidatura do deputado Marco Maia (PT-RS) à presidência da Câmara.

 

A iniciativa do governo de elevar o valor do salário mínimo para R$ 545, a partir de 1º de fevereiro, não satisfez o movimento sindical, que reivindica R$ 580. Na terça-feira, as centrais sindicais deflagraram manifestações em todo o País, a favor de um reajuste maior para o salário. Paulinho da Força apresentará, na abertura do ano legislativo, uma emenda fixando o valor do salário em R$ 580.

 

Nos últimos dias, Paulinho da Força fez várias críticas à posição do governo em relação ao tema, alegando que, na época do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Planalto estava sempre aberto ao diálogo com os movimentos sociais. No governo Dilma Rousseff, "o governo estava arbitrando o novo salário mínimo", acusou o líder sindical.

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