Governo reage à ofensiva da oposição e 'salva' Dilma Rousseff

Oposição volta atrás e retira anexo a requerimento que pedia depoimento da ministra sobre dossiê tucano

da Redação

03 de abril de 2008 | 13h27

O clima no Congresso Nacional esquentou nesta quinta-feira, 3. A oposição partiu para cima do governo e, por meio de uma manobra, conseguiu convocar a ministra-chefe da Casa Civil,  Dilma Rousseff, para depor sobre o suposto dossiê contra FHC. Mas em uma operação de emergência, o governo conseguiu com que o o senador tucano Marconi Perillo retirasse o seu aditamento ao requerimento da convocação , e a ministra e sua assessora, Erenice Guerra, apontada como coordenadora do documento, foram liberadas de prestar depoimentos.  Veja também:PSDB apresenta recurso para convocar Dilma ao SenadoGoverno usa 'rolo compressor' e oposição ameaça com nova CPICPI rejeita pedido para governo divulgar dados sigilososPSDB quer apurar vazamento de dossiê no governoGastos com cartões já somam R$ 9 milhões em 2008CPI pede lista dos titulares que sacaram dinheiro com cartãoCPI terá dados que complicam ministros de Lula e FHCDocumento do TCU não sustenta versão sobre 'banco de dados' CPI dos cartões: quem ganha e quem perde?  Entenda a crise dos cartões corporativos   Mais cedo, Perillo (GO), que é presidente da Comissão de Infra-Estrutura,  realizou uma manobra  e conseguiu convocar a ministra para depor na comissão sobre o suposto dossiê de gastos sigilosos do governo Fernando Henrique Cardoso. Originalmente, a ministra deveria dar explicações sobre a usina de Belo Monte e outras obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A inclusão do dossiê entre os assuntos do requerimento de convocação de Dilma foi possível porque não havia senadores governistas na sessão no momento da aprovação do documento.  Só depois da aprovação chegaram à comissão três senadores governistas, entre eles o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), que afirmou não concordar com a iniciativa de Perillo de aprovar individualmente um aditamento para que Dilma também fale à comissão sobre o suposto dossiê tucano, que não estava entre os assuntos previstos. Diante das ameaças do governo de derrubar o aditamento ao requerimento de Dilma, Perillo afirmou que deve retirar o aditamento. O presidente disse estar convencido de que, "no comparecimento para falar do PAC, o debate vai extrapolar e com certeza chegará aos cartões corporativos e a outros temas de interesse da sociedade".   Só um requerimento A CPI dos Cartões Corporativos concluiu  a votação dos requerimentos, e a base aliada votou em bloco contra as convocações de funcionários do Palácio do Planalto e também do presidente do Banco do Brasil, Antonio Francisco de Lima Neto, para explicar o uso dos cartões. O único requerimento que a base aceitou aprovar foi a convocação do diretor do Banco do Brasil Cartões, Alexandre Correa Abreu. Foram rejeitadas as convocações de todos os funcionários do Palácio do Planalto que possuem cartões corporativos e atuam diretamente na Secretaria de Administração da Presidência.  Entre os pedidos rejeitados estão as convocações de Anderson Ferreira de Aguiar, da Secretaria da Administração da Presidência da República, Clever Pereira Fialho, e Josafá Fernandes de Araújo.    Texto atualizado às 14h40 (Com Eugênia Lopes, Cida Fontes, de O Estado de S.Paulo e Agência Senado )  

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