Governo quer usar PPPs para construir usinas nucleares

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Resende confirmou hoje que o governo brasileiro pretende aprovar este ano, um plano de construção de até sete usinas nucleares nos próximos 15 anos. Segundo o ministro com base nos preços internacionais, cada usina custará "alguns bilhões de dólares" e um dos instrumentos para o seu financiamento serão as PPPs (Parcerias Público-Privadas). Segundo Resende, nas duas últimas décadas ocorreram fatos importantes que justificam a decisão do governo. "A energia nuclear está cada vez mais segura", disse Resende. "O apagão de 2001 também aponta a necessidade de aumentarmos a participação da energia nuclear na matriz energética do País dos atuais 2% para 5%", explicou o ministro. Segundo ele, "a energia nuclear volta a ter importância no mundo". O ministro ressaltou que entre 30 e 50 usinas estão sendo construídas em outros países. Sergio Resende disse que o projeto de construção das usinas deverá ser enviado nas próximas semanas para a Câmara de Política Energética. Resende disse que a decisão do governo brasileiro não deverá gerar críticas na comunidade internacional. "Não tememos reação alguma", disse. "O programa nuclear brasileiro é inspecionado mensalmente e cumpre com todos os requisitos determinados pelos órgãos internacionais", mas admitiu no entanto que a proposta do governo vai gerar uma grande polêmica no País. "Eu sei que é polêmico, mas nós temos de lidar com questões polêmicas. O plano contempla a finalização de Angra III e a construção de uma usina a cada dois ou três anos", disse o ministro. Ele disse que não é possível se calcular o custo das usinas, mas com base na experiência internacional cada uma custará alguns bilhões de dólares. Como forma de financiamento, o governo pretende recorrer as PPPs. Explicou ainda que duas das usinas serão construídas na região do Rio São Francisco.

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