Governo quer saber se chacina é resposta ao novembro vermelho

A Polícia Federal reforçou hoje o efetivo que acompanhará as investigações da chacina de sem-terra ocorrida no último sábado em Felisburgo (MG), quando um ataque de jagunços deixou cinco mortos e 13 feridos. O governo federal quer saber se o ataque foi isolado ou se faz parte de uma resposta orquestrada de ruralistas à nova onda de invasões de terras, chamada novembro vermelho, uma reedição das ações promovidas pelo MST em de abril passado.Integram o efetivo da PF 30 homens do Comando de Operações Táticas (COT). Além de um delegado especializado em conflitos agrários, foi deslocado para a área o coordenador-geral de Segurança Institucional da PF, Wilson Damásio, que vai preparar um relatório detalhado das investigações. Um helicóptero e seis viaturas darão suporte ao trabalho dos policiais, que atuarão em coordenação com a Polícia Civil de Minas, à qual cabe conduzir o inquérito.Esta semana, o governo definirá estratégias para impedir a exacerbação da luta pela terra neste final de ano. Uma ação em estudo, segundo o Ministério da Justiça, é uma ampla operação de desarmamento nos locais mais conflagrados. Há uma preocupação especial com o clima de hostilidades entre sem-terra e fazendeiros nas regiões do Pontal do Paranapanema, em São Paulo e no Sul do Pará, além de Pernambuco, campeão de invasão de propriedades este ano.

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