Governo quer resolver sucessão de Renan antes de votar CPMF

Renan foi aconselhado a renunciar antes do julgamento na 3ª; votação do 1º turno da CPMF está previsto para 4ª

Cida Fontes, da Agência Estado,

29 de novembro de 2007 | 19h10

O governo pretende fazer a eleição para a presidência do Senado antes da votação do segundo turno da emenda constitucional que prorroga a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011, prevista para o período de 18 a 19 de dezembro. Até lá, o Planalto espera concluir o processo de sucessão do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e a retomada do clima de normalidade.   Veja também: Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan     Foi para dar tempo ao governo de reorganizar sua base e fazer a transição no comando do Senado que Romero Jucá marcou para a próxima quinta-feira, dia 6, a votação do primeiro turno da CPMF. Ou seja, dois dias depois de o plenário votar o pedido de cassação de Renan.   Segundo aliados do Planalto, após o desfecho do caso Renan, o governo terá ainda tempo suficiente para consolidar os votos para aprovar o segundo turno da CPMF.   Para facilitar as negociações, Renan foi aconselhado a renunciar da presidência do Senado na terça-feira, antes de seu julgamento. Com o afastamento definitivo de Renan, que pediu licença do cargo até dia 29 de dezembro, é preciso que o petista Tião Viana (PT-AC) convoque nova eleição num prazo de cinco dias úteis.   Entre o primeiro e segundo turno da votação da CPMF, os líderes governistas estão estimando um intervalo de 8 dias, o que atende aos prazos estabelecidos pelo regimento. A expectativa é buscar um nome de consenso para a sucessão de Renan dentro do PMDB, mas que tenha também trânsito na oposição e uma relação de confiança com o Planalto.   Está decidido que o PMDB permanecerá à frente do Senado e entre as opções são cogitados os senadores Garibaldi Alves (PMDB-RN), que já lançou seu nome na bancada, e o senador José Sarney (PMDB-AP), que resiste a aceitar a indicação.   O nome do senador Romero Jucá foi considerado para a sucessão de Renan, mas, caso fosse escolhido, o governo perderia um operador político respeitado na liderança. Jucá tem canal com partidos de oposição, é respeitado no PMDB e conhece bem a vida do Senado.

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